"Ser testemunha do amor de Deus crucificado,

sendo filho da serva de Deus"

Comunidade Maria Nossa Mãe

Campanha da Fraternidade 2017

03 MAR 2017
03 de Março de 2017

Campanha da Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida; cultivar e guardar a criação

A Campanha da Fraternidade deste ano é sobre a ecologia, com o objetivo de despertar no povo a necessidade de cuidar bem da Terra, não poluir a água, o solo e o ar, pois, essa poluição volta-se contra o homem. O lema da Campanha é “Cultivar e guardar a criação”.

Papa Francisco publicou a encíclica sobre o meio ambiente e a ecologia: Laudato Si (Louvado sejas). Logo, o Papa pergunta: “Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai nos suceder, às crianças que estão a crescer?”. Ele pergunta: “Que necessidade tem de nós a Terra?”.

Nitidamente, o Papa se baseou no canto de São Francisco de Assis em louvor à criação divina.

“Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe Terra, que nos sustenta e governa, produz variados frutos com flores coloridas e verduras”. Assim se exprimia São Francisco de Assis, no seu célebre “Cântico do Irmão Sol” ou “Cântico das criaturas”, no qual expressa o seu louvor a Deus por meio de Suas obras.

A ganância destrutiva

O Papa Francisco, com boas informações dos ambientalistas e ecologistas, condena os gananciosos pelo dinheiro que visam apenas o lucro sem se preocuparem com os danos ambientais.

O Papa nos lembra que “esta irmã clama contra o mal que lhe provocamos por causa do uso irresponsável e do abuso dos bens que Deus nela colocou” (n. 2).

“Se o ser humano se declara autônomo da realidade e se constitui dominador absoluto, desmorona-se a própria base da sua existência, porque, em vez de realizar o seu papel de colaborador de Deus na obra da criação, o homem substitui-se a Deus, e, desse modo, acaba por provocar a revolta da natureza” (n. 117). O respeito pela natureza, não somente do ponto de vista “preservacionista”, sobretudo como obra dada a nós pelo Criador como ambiente de vida.

Respeitar o meio ambiente

Papa Bento XVI, em um dos seus discursos sobre o dia Mundial do Meio Ambiente, enfatizou que “Preservar a natureza deve ser também um ato de todo cristão”. Essas palavras traduzem bem o que nos ensina a Igreja em seus documentos sobre a necessidade de se respeitar, como é devido, o meio ambiente e a natureza, que Deus criou com tanto amor.

No Compêndio da Doutrina Social da Igreja existe um capítulo especialmente voltado para expor a doutrina da Igreja Católica sobre o meio ambiente dada a importância do tema. Uma forma clara que nos convida a olhar para essas maravilhas de Deus e assim nos lembrar da necessidade de protegê-las e exercer uma administração responsável sobre tudo isso; porém, há que se ressaltar que não podemos absolutizar a natureza e sobrepô-la em dignidade à própria pessoa humana a ponto de divinizar a natureza ou a terra.

Na Encíclica “Caritas in Veritate” (Caridade na verdade), Bento XVI diz: “A natureza está à nossa disposição, não como «um monte de lixo espalhado ao acaso», mas como um dom do Criador, no qual o homem há-de tirar as devidas orientações para a «guardar e cultivar» (Gn 2, 15). Da mesma forma, afirma que: “É uma contradição pedir às novas gerações o respeito do ambiente natural, quando a educação e as leis não as ajudam a respeitar-se a si mesmas.”

Deus deu ao homem a inteligência e as mãos para cultivar e guardar a Terra, e a ele entregou o seu cuidado. O salmista diz: “O Céu é o Céu do Senhor, mas a terra Ele a deu aos filhos de Adão”. (Sl 113, 24). O homem glorifica a Deus quando cuida bem da natureza.

Preservar a natureza é um ato sublime, quando observado do ponto de vista da criação. É uma atitude que nos permite olhar de maneira diferente o meio ambiente que nos cerca e também encontrar na obra de Deus um desígnio de amor e de verdade para com o próximo.

Na natureza, reconhecemos o resultado maravilhoso da intervenção criadora de Deus. Um lindo exemplo que nos fala do Seu carinho pela humanidade. Um cenário natural que não tem fronteiras, assim como o amor divino por cada um de nós. Dádiva apropriada que nos leva a refletir sobre compromissos sérios pela obra admirável do Criador.


Cada pessoa é responsável pela ecologia, por preservar a Terra. Quanto menos sujamos as nossas ruas, menos poluição teremos e menos problemas sanitários e de escoamento da água da chuva. A educação ecológica é, hoje, algo vivido nas escolas, mas muitos ainda não a entenderam.

Além da defesa da Terra, Papa Francisco fala também de uma “ecologia humana”; não basta defender a Terra, é preciso, mais ainda, defender a vida humana, pois Deus deu a Terra ao homem para ele “cultivar e guardar” (Gen 2,15). Ele citou Bento XVI: “Existe uma «ecologia do homem», porque «também o homem possui uma natureza, que deve respeitar e não pode manipular como lhe apetece».[120]

O Pontífice condenou os defensores da contracepção e do controle artificial da população: “Em vez de resolver os problemas dos pobres e pensar num mundo diferente, alguns limitam-se a propor uma redução da natalidade. Não faltam pressões internacionais sobre os países em vias de desenvolvimento, que condicionam as ajudas econômicas a determinadas políticas de ‘saúde reprodutiva’” (n. 50).

Na mesma linha o Papa diz:

“Uma vez que tudo está relacionado, também não é compatível a defesa da natureza com a justificação do aborto. Não parece viável um percurso educativo para acolher os seres frágeis que nos rodeiam e que, às vezes, são molestos e inoportunos, quando não se dá proteção a um embrião humano, ainda que a sua chegada seja causa de incômodos e dificuldades” (n. 120).

“Além disso, é preocupante constatar que alguns movimentos ecologistas defendem a integridade do meio ambiente e, com razão, reclamam a imposição de determinados limites à pesquisa científica, mas não aplicam estes mesmos princípios à vida humana. Muitas vezes, justifica-se que se ultrapassem todos os limites, quando se faz experiências com embriões humanos vivos. Esquece-se que o valor inalienável do ser humano é independente do seu grau de desenvolvimento. Aliás, quando a técnica ignora os grandes princípios éticos, acaba por considerar legítima qualquer prática. Como vimos, neste capítulo, a técnica separada da ética, dificilmente será capaz de autolimitar o seu poder” (n. 136).


Fonte: Canção Nova

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